MAIS PÁGINAS BALEIAS!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

MARATONA DO SURINAME - BALEIAS EM PARAMARIBO!! - Uma agradável surpresa na 9ª etapa do Desafio Sul-Americano!


































Caros amigos.

Ligeiramente atrasado porque a prova foi em 20 de novembro de 2010, trago a vocês a aventura Baleias na Maratona do Suriname, a antiga Guiana Holandesa.

Miguel Delgado e Wuneni Arantes desbravando um país pouco conhecido e que tem o holandês como língua oficial. Mas todo mundo fala além do holandês, o inglês e o taki-taki, todo mundo, claro, menos eu e o Wu que lutamos com o português do interior das Minas Gerais.

Essa foi nossa 9ª maratona do Desafio Sul-Americano e a 11ª no ano. E era uma incôgnita para nós. Todos os amigos em Curitiba e eu e Wu no Suriname, impossível não dizer que dúvidas sobre se a decisão era acertada pairavam sobre nossas cabeças. Mas o Desafio Sul-Americano estava lançado e precisava ser cumprido.

Quinze dias antes tinhamos sofrido bastante para completar a Maratona de Bogotá, a 2.600 m de altitude, eu com 5.30 hs. e Wu em 5.50 e essa do Suriname tinha o tempo limite de 5 horas, com temperatura anunciada entre 29 e 31 graus. 

Nada que nos assustasse porque nossa cabeça funciona como um computador. É só alimentar os dados de tempo limite e temperatura e seguir. Em Bogotá a informação de 6 horas de limite nos derrubou.

Para chegar em Paramaribo saímos de Belo Horizonte para Belém com conexão em Brasília. Em Belém,  na madrugada, pegamos o avião da Surinam Airways. Tudo comprado na internet, sem furo.

Uma curiosidade que até agora não entendi. Em Belém, a Polícia Federal carimbou nosso passaporte, na ida e na volta. Agora eu e Wu temos também o carimbo do Brasil. Já conferi com alguns amigos e não achei ainda quem tem. Vai ver eles acharam o Wu com cara de estrangeiro e fui a reboque.
 
O piloto tentou descer em Paramaribo duas vezes e teve que arremeter. Aprendi a observar o movimento das asas aumentando e diminuindo para pousar e para voltar a voar, um barato. Com isso tivemos que descer em outra cidade, Cayena, e ficar lá parado por um pouco mais de uma hora, no calor do avião, aguardando o tempo abrir em Paramaribo. E tudo isso tendo que advinhar as informações passadas em holandês e inglês no sistema de som. Wu nem percebeu, dormiu o tempo todo. Meio irritante isso.
Mas chegamos. Depois de uma saga. Vocês não imaginam o calor que faz dentro desse avião.
Mas a viagem foi muito interessante. Primeiro porque adoro quando dá problema na aterrisagem e decolagem. Gosto muito dessa confusão. Segundo porque fui escolhido para responder uma pesquisa (em português) e já ganhei uma caneta. Um brindezinho mexe comigo.

Ao meu lado viajava um brasileiro que iria garimpar ilegalmente no Suriname durante um ano,deixando no Piauí dois filhos de 8 e 10 anos. Pensei em Marcelinho, meu caçula, e meu coração apertou. Mas pensei também que o Brasil ainda precisa melhorar muito para dar condições a esses brasileiros  que vão se sujeitar a condições análogas à escravidão onde sequer sabem se são bem vindos. 

O companheiro de assento me dizia que em sua terra o único trabalho que existe é a derrubada e mesmo assim não tem sempre. Em seu passaporte estava anotado "não alfabetizado". Eu preenchi para ele o papel da imigração, embora ele não tivesse qualquer dado sobre onde iria ficar.

Na chegada, os vários brasileiros nessa situação, de repente, sumiram da fila da imigração.

Recebemos nosso carimbo do Suriname e tiramos as notas do dolar surinamês na máquina eletrônica diretamente de nossas contas correntes. A experiência de Miguel e Wu só aumentando. Aprendemos que essa forma de câmbio é a melhor.
Na hora que procurávamos o transporte vimos a placa acima. Felicidade extrema. Vocês não imaginam como gostamos de uma plaquinha em aeroporto. Parece que eles tem a mesma dificuldade com o português como eu tenho com o holandês. Quase que ficou Delgordo. Wu era felicidade só porque tinha o nome em primeiro lugar na placa. Infantil ele!
E as surpresas começaram. Nossa primeira experiência com o carro de volante errado.
O aeroporto fica a 54 km do centro. E o tempo todo com o cara só tirando fino dos outros carros que trafegavam na pista errada. Todo mundo errado e o negócio seguia bem!
Chegamos em nossa pousada e começamos a passear. Um foto para demonstrar como seria difícil entender as coisas ali. O final parece Ministério das obras públicas, né?
Wu se recusou a sair na foto da filial brasileira da fé. Mas eu quis registrar porque li na placa que eles também tem sede mundial.
Na tarde de sexta, o Congresso da Maratona, igual ao da Maratona de Foz do Iguaçu com um detalhe diferente: ficamos lá quase duas horas e não entendemos nenhuma palavra sequer. Mas nem uma mesmo.
Tiramos uma foto com o organizador Mr. Kein, com quem me correspondi via email, muito simpático e que domina o português. Gentilmente ele fez questão que sua família estivesse na foto.
Um ótimo jantar de massas.
A bolsa do kit que veio cheia de produtos alimentícios e outras gracinhas. A maratona faz parte das comemorações da semana da independência e teve festa da cidade durante todos os dias em que estivemos lá. De acordo com as informações, no final de semana seguinte é que seria a festa maior.
A residência do presidente. De acordo com as informações que colhemos o Suriname atualmente é uma democracia. A segurança é total, não sentimos um problema sequer e sempre fomos avisados de que poderíamos ficar absolutamente tranquilos. E isso ocorreu.
Passeando pela cidade sempre registramos quando encontramos os colegas do exterior. Esse colega aí parece que canta também.
O prédio de uma Mesquita. Novidade para nós. Uma curiosidade da cidade é que essa Mesquita divide o estacionamento com a Sinagoga que fica ao lado. 
O calor na cidade é incrível, beira o insuportável. Mesmo assim preferi não tomar o refrigerante que o Wu tomou. O nome me deixou sem vontade.

Como a maratona era sábado 17.30, nossa primeira maratona que não pela manhã, não rodamos muito porque não teríamos a noite para recuperar. Voltamos para o hotel às 13:00 e ficamos deitado até a hora de sair às 16:00. 

Antes vivemos momentos de constrangimento. A vazelina líquida que levo para usar nas coxas, para não assar, vazou toda na viagem. Precisava então comprar no supermercado, em holandês. Depois de fazer vários gestos eu e Wu conseguimos que o pessoal entendesse e com isso compramos, mas ficamos com nosso nome meio manchado no supermercado pelo produto comprado. Como explicar em holandês que era para usar na maratona?
Ficamos prontos e fomos em busca de mais uma maratona para nosso currículo. Essa era especial porque no local mais diferente e inusitado que corremos até hoje.
Pensamos que era o carro da organização para nos buscar. Limusine de Hammer. Nunca tinha visto e lá vimos duas.
Encontramos na concentração com atletas da Força Aérea do Equador. Como já disse, depois da Maratona de Quito, consideramos todos os equatorianos nossos amigos. E eles ganharam a prova, 1º e 3º lugares.
Antes da prova eles nos pesam.
Essa pesagem, data venia, é muito relativa porque a ingestão de líquido antes, durante e depois é tanta que não pode dar um panorama correto do peso.
E o maior show da Maratona do Suriname: o Guarda-volumes. Fica lá, sem anotação, sem controle, sem vigias. Fomos na primeira pessoa da organização que encontramos e perguntamos se era assim mesmo. Perguntamos é um modo de dizer porque ninguém entendia nada e vice-versa. Mas era isso mesmo. Coloca lá e deixa.
Na volta, nosso embornal com a máquina fotográfica do Wu tava lá, num saquinho. Tudo correto. Dá-lhe Suriname. Precisamos aprender com eles a confiar nos outros e, principalmente, aprender a honrar essa confiança.

Como não tinhámos entendido nada no Congresso Técnico, fomos conhecendo as características do percurso apenas quando chegavamos em cima da tal característica. Seguimos por um percurso de 10 e pouco kms e depois voltamos, para fazê-lo novamente. Essa configuração do percurso foi melhor do que esperávamos. Em Bogotá nos tinham dito que seriam 4 voltas.

O calor até os 10 kms nos fez achar que não daria para completar. Estávamos juntos até o km 7 e Wu dizia que não daria para fazer. Mas com a chegada da noite, a partir dos 10 kms, a panela de pressão, parece, foi desligada, e continuou quente, mas sem a sauna. Wu disparou. Eu fiquei na minha, com receio do que viria.

Tinha água em todos os quilômetros. Pegava uma garrafa para beber e jogava outra na cabeça.

Todo mundo muito simpático nas calçadas, casas e lojas. A prova sai da praça mais importante da cidade mas vai para um bairro, não havendo muito o que se ver da parte histórica da cidade. Só o final é que é na mesma praça da saída. Mas tirando o clima da natureza que é de arregaçar, o clima das pessoas é muito receptivo. É bom estar lá.

No km 37 estava me sentido muito bem e avistei Wu lá na frente. Pensei logo, no 38 pego, o que vou fazer?

E aí propus o armistício. Propus chegarmos juntos empunhando a bandeira do Brasil que me acompanhou por todas as provas Sul-Americanas (com exceção de Buenos Aires que esqueci e Alécio, maratonista de Aracaju, me emprestou a dele). O limite do tempo estava próximo, mas chegamos em 4.50 hs, mantendo 100% de aproveitamento dentro dos limites de tempo impostos pelas maratonas.

Depois anos correndo na companhia de Wu e seria aquela a primeira vez que chegaríamos juntos numa maratona. Numa prova de 10 km em BH, em 2004, exageramos tanto na sexta que as circunstâncias nos levaram a arrastar juntos até a linha de chegada no domingo. Mas nas maratonas nossa disputa era  fidagal.

Wu concordou. Seguimos para terminar no tempo e felizes com a superação da diferença de Bogotá, dias antes. Foram tiradas várias fotos de nossa chegada que tentei resgastar com meus contatos no Suriname. Não consegui e acabei descobrindo que não sou tão forte no Suriname quanto pensava.
 
Eis o resultado. Mesmo tempo, mas um capricho da tecnologia colocou Wu na minha frente. 
Resgatada a máquina de Wu no guarda-volumes self-service do Suriname, voltamos aos registros para o blog. Acima os amigos da Guiana Francesa, terra de duas maratonas anuais. A Guiana Francesa não estava em nosso desafio porque não se trata de um país sul-americano, mas de uma colônia ultramarina da França. 
Na chegada encontramos Rinaldo, militar surinamês que fez curso no Rio de Janeiro na década de 80 e ficou conversando conosco por um grande tempo. Tinha vindo jovem para o Rio e segundo seu relato foi feliz. Foi muito boa a conversa. Falamos com ele  que se tivesse fazendo esse curso atualmente no Rio não escaparia de conhecer Jorge Maratonista, também militar, embora da Força Aérea, e grande amigo Baleias.
Terminada a prova, devidamente medalhados e cansados prá caramba, voltamos para nosso canto, ou seja, nosso restaurante, ao lado do hotel, onde comemos panqueca todos os dias porque era a única coisa que dava para identificar no cardápio. Nesse momento pensamos: os amigos já estão dormindo para a maratona de Curitiba.
No domingo acordamos tarde, muito tarde e fomos logo almoçar, as mesmas panquecas. De lá liguei para Júlio Cordeiro, que sempre reune em torno de si o nossos melhores amigos. E não errei. Com ele estavam Tinil, Ênio Akio, Cláudio Dundes e outros. Conversei com todos. Uma festa de comunicação internacional. Fiquei feliz demais de saber que Cláudio Dundes havia concluído a maratona, escoltado por Ênio-SP, conhecido como o que já de melhor na equipe Baleias.

No resto do domingo passei um grande tempo colocando bandeirinhas nos blogs dos amigos. Como não sabia quem tinha o contador entrei em blog que não acaba mais!
Depois começamos a passear com força. Rodamos tudo que ainda não havíamos rodado.
Centro histórico tombado pela Unesco. Nada mais Baleias! Um dia vamos tirar uma foto nessa Unesco. Pessoal gente boa esse!!!
As casas do centro de Paramaribo são de madeira. É tudo muito bonito. E, fora o calor que não dá ânimo para passear, passear é muito bom.
Tem mais de uma dessas. Muito parecidas.
A catedral, sempre uma visita Baleias. Toda de madeira. Muito bonita. Aguardamos o caminhão sair por meia hora, mas o danado nem se moveu.
Tudo madeira. Lindo. Teve um casamento lá no dia anterior.
Essa foto é do castelo Zeeland onde todo tipo de atrocidade foi feita durante muitos anos. Fiz essa foto pensando em Gilmar, amigo de fé, do blog Foto Corrida, não pelas atrocidades, claro, mas pela plástica. Olha que nem conhecia o cara pessoalmente ainda. Procurei fazer um enquadramento correto, com os canhões, a estátua e o castelo ao fundo. Gilmar é um exemplo para quem corre, para quem fotografa e para quem quer um amigo.
Agora foi a minha vez de encontrar outro colega de profissão, também meio Pavarotti. Parece que é comum lá.
Esses tamancos são tradicionais lá. Não consegui perceber o contexto, mas um tamanco desse tamanho é sempre uma coisa Baleias. Falta uma corrida em Itu!
Agitamos na festa do domigo. Eu e Wu somos muito bons em festa. Não importa o ritmo.
Alegria sem limite. E uma grande satisfação por estar lá. Recebidos como convidados em todos os locais.
Nossa amizade a cada momento mais fortalecida. Essa minha bermuda tive que comprar lá porque o calor ia detonar a única calça que levei. Aproveitamos a festa até acabar, mas acaba muito mais cedo do que estamos acostumados.
Segunda-feira, dia de homenagem aos heróis nacionais mortos. Achei nossa bandeira a meio pau e cliquei.
Novamente Gilmar. Coloquei a ponte no meio dos coqueiros. Poderia ser melhor, eu sei, mas e a intenção? Nada vale? Se eu já tivesse conhecido o Gilmar, como na Corrida do Galinho, só tinha ele nesse relato. Tô procurando um meio de pagar tudo o que ele fez por mim.
Esse foto, ainda do álbum do Gilmar, pedi a Wu para fazer. Miguel Delgado refletindo sobre as verdades da vida às margens do rio Suriname, com a bela ponte ao fundo. Lembrei-me de "O pensador de Rodin". Claro que eu estou de roupa e menos concentrado, mas que a foto ficou bonita, isso ficou. E as folhas acima, na moldura? Pô, Wu arrebentou!
E o Suriname river, numa visão da ponte que mostrei na foto anterior.
Depois fomos com um motorista de taxi que o Wu negociou. Ele falando português e o taxista em holandês.  Claro que terminamos brigados, não eu e Wu, mas nós e o taxista, que queria o dobro e Wu insistia que só tinha combinado a metade. Clima ruim, saímos de fininho.

No bairro brasileiro foi muito legal, falamos e ouvimos nossa língua e nos sentimos muito bem.  Nesse restaurante a brasileira ofereceu buchada de bode e outras coisas do estilo. Mas nosso horário estava terminando e também nunca comemos essas coisas leves. Não seria no Suriname nossa estreia, mas a lembrança dos amigos da região dava o tom.
Passeando na praça e vendo uma aula de desenho com o modelo à frente. Baleias sempre foi cultura. Observamos. Tirei Wu de lá senão a professora havia de querê-lo como modelo vivo. 
E encontramos em Paramaribo cadeiras Baleias da Nova Shin! Mas nos livramos de ter que prestigiar o produto nacional porque nossa máxima é só utilizar produtos nativos.
O por-do-sol  no Suriname river, quase na hora de ir embora. Wu arrebentando na felicidade. Nossas viagens e nosso 2010 foram inigualáveis. E agora, já que esse relato foi tão demorado, seremos ultra e com isso faremos ultra viagens, com ultra alegrias e ultra satisfações. A questão o hífem teria que olhar  a regra nova e ia atrasar mais colocar o relato.
O registro final. Wu a camiinho de nosso SurinanAirways.

Paramaribo é uma bela cidade. Já recebemos o convite de voltar lá em 2011. Não devemos ir porque vamos a Havana, mas posso dizer a vocês do mundo que corre e do mundo Baleias: se me chamarem para voltar a Paramaribo, estou pronto.

Quero agora conhecer o mundo mais diferente. Quero ir onde as pessoas normalmente não pensam em ir. Posso ir a Viena e Estocolmo, mas quero ir à Mongólia e ao Uzbequistão, onde nasceu o cara que deu seu nome aos algarismos.

Estamos, eu e Wu e toda a Equipe Baleias e também todos os amigos Baleias, convidados para uma maratona no Vietnam em 2012. Coisa de diretoria e na hora que confirmar vou colocar fogo em todo mundo. 

Porque é bom demais estar onde gostam da gente.

Se querem saber se vale a pena correr a Maratona do Suriname, digo: se você só pensa em multidão não será o caso, mas se você pena em conhecer uma cultura completamente diferente, de um povo educado e gentil, pode ir. É quente prá caramba, um calor que inviabiliza o dia a dia, mas se você pensar que eles vivem assim; porque não a gente também?

Em relação à performance, são poucos os corredores na maratona, mas tem muita gente na meia e nos revezamentos. A festa é perfeita.

A sensação que o Suriname e Paramaribo me deixou é a que estarei lá de novo, logo que Wu topar ou outro amigo der ideia.

Abraço a todos. 

Miguel Delgrodo e Wuneni Orates.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

DUPLA MANTÉM TRADIÇÃO DA PRESENÇA BALEIAS NA VOLTA AO CRISTO EM POÇOS DE CALDAS!

Caríssimo Universo Baleias!

Os heróis da resistência. 

Nesse começo de ano quando a Equipe Baleias anda um pouco parada nas competições coube a Rogério Godinho, o responsável por meu ingresso nas corridas e a Ailton, nosso recordista em emagrecimento, manter a tradição da presença Baleias na Volta ao Cristo em Poços de Caldas/MG, prova em sua 29ª edição.
 
Os registros fotográficos para o blog são uma prova do imenso carinho desses dois com a Equipe Baleias.
  
E é possível notar também que além de manter a saúde, passear numa cidade muito bonita, a dupla aproveitou bem a prova para se divertir. 

No ano passado uma operação de hérnia tirou Rogério Godinho da prova faltando poucos dias para sua realização. Embora a festa tenha sido muito boa, não foi completa por sua ausência.

Neste ano quando as inscrições acabaram muito rapidamente, o que pegou diversos Baleias de surpresa, entre eles Miguel, Wu e Ênio Akio, coube a Ailton acompanhar nosso mestre Rogério.

Para curiosidade geral, foi Rogério também que levou Ailton para as corridas como forma de ajudar no processo de emagrecimento. Já são dois gordões que o Rogério ajudou.
Os detalhes da corrida nenhum dos dois mandou para mim, mas já sabemos que foi uma festa muito boa com vitória do atleta do Cruzeiro, João da Bota, que venceu os africanos presentes oriundos do Quênia, Etiópia e Tanzânia. 

Já no feminino as três primeiras posições ficaram com atletas africanas, restando para o Brasil o 4º e o 5º lugares. 

As notícias completas da prova estão no site Runnerbrasil

A Equipe Baleias agradece à dupla que nos representou em Poços de Caldas em 2011. 

Valeu Rogério, valeu Ailton.

Uma pena que neste ano ficamos sem a foto com Myla Vitacchi do blog "As façanhas de Myla Vitacchi", que lá esteve e também fez o seu relato. De toda forma fica nosso abraço a essa amiga Baleias.

Abraço a todos. Miguel Delgado.

domingo, 23 de janeiro de 2011

BALEIAS TARAHUMARA E ACORJA DO RECIFE em 2011, o ano que começou muito antes!

 Amantíssimo Universo Baleias.

2011 preciptou-se. Havia prometido que depois da São Silvestre apresentaria Meire, maratonista de BH que tem levado o Manto Coral aos pódios. Mas ela é fora de série e, perdoando-me, autorizou a trazer mais um relato antes de sua apresentação. Sou o redator mais em débito no mundo, mas em débito com os amigos que gostam de mim, então, tudo administrado com um sorriso.

O presente relato demorou e já teve várias versões porque nunca ficava satisfeito com o tom dado ao que vivi no final de semana da Ultramaratona de aniversário do Ricardo Galinho, novo velho amigo de outras encarnações conquistado em Caracas. E depois da gentileza de Gilmar Farias no relato em seu blog, o que dizer?

A sensação que precisava passar me obrigava a começar o relato com a frase: "No dia 15 de agosto de 1963 eu nasci em Juiz de Fora." .... Porém, o recuo era demasiado e tudo ficava longo, explicativo e chato. 

Mas eu preciso explicar. Desde o final da Corrida do Galinho no dia 15 de janeiro de 2011 sou outro corredor, mudei. E para minha satisfação, parece que vou conseguir levar meu inestimável Wu comigo nos novos planos.

Recife, terra abençoada que conheci o ano passado graças ao convite de meu amigo Júlio Cordeiro, é sempre destino dos sonhos Baleias. Lá tem a Acorja que nos inspira e tem também Júlio Cordeiro em quem me espelho. E desde Caracas tem Ricardo Ramos, o Galinho, a prova viva de que  tivemos outras vidas, o homem que furou fila onde tinha até mineiro inscrito! 

Recife que agora tem para nós também Laura e Gilmar Farias, o cara!

Em 27 de novembro de 2010, iria visitar Paulo Picanha, amigo de fé e companheiro Baleias das maratonas mais exóticas que podem haver. Paulo gosta de correr maratonas como nenhum outro e uma ideia significa uma concordância. Onde ir é irrelevante se lá tem uma maratona. Mas uma festa da escola do meu filho Marcelinho, razão de minha existência, impediu o comparecimento. Fiquei com um bilhete para Recife, o que já me deixou aliviado pela perspectiva.

No aeroporto de Caracas, no momento dos amigos da Acorja voltarem para Recife, Almir e Paulo Sobral me convidaram para correr a corrida do Galinho em 15 de janeiro. Quem me conhece sabe, quem ainda não me conhece, fique atento, se me convidar saiba que o risco d´eu aparecer é grande.

Fiquei com aquilo na cabeça a partir dali e como tinha a passagem e ainda queria visitar Paulo Picanha o tema não saiu de mim. Com isso decidi ir prestigiar o grande Galinho, rever os amigos, especialmente, Júlio Cordeiro e conhecer pessoalmente Gilmar Farias, que sempre tem ideias e orientações para nós da Equipe Baleias.

Perdi a companhia de Marcelinho, meu filho, que ardeu em febre na véspera. Mas como estava sob os cuidados firmes da mãe e me liberou não justificava perder, novamente, a viagem. De outro lado, como conversei com Marcelinho, ficaríamos com uma passagem em aberto para Recife e, com isso, a certeza de que iríamos lá novamente, em breve. Agora já definido, na Maratona Maurício de Nassau em 01 de maio de 2011. 

Cheguei em Recife na madrugada de quinta para sexta, nos meados de janeiro, já feliz só por estar lá e vi entre os que esperavam os viajantes uma fisionomia que não me escapava. Gilmar Farias sofria com a madrugada e o atraso para, gentilmente, me esperar.

Escudado em minha coerência, prudência, reserva e comedimento resumo em uma palavra o que significou conhecer Gilmar Farias do blog Foto Corrida: apaixonei.

De quebra, recebi de presente de boas vindas o desenho de Laura, filha de Gilmar. Nunca em minha vida fiquei tão feliz em ser retratado por uma criança. Laura me viu magro! Só os parentes e os inimigos têm prazer em nos demonstrar GG. A camisa Baleias de Laura já foi encomendada à Central Baleias de Manufaturas!

Gilmar, gentil, não me perguntou sobre quantos quilômetros eu pretendia correr. Eu também não sabia naquele momento, mas a atenção e gentileza do amigo não me passou despercebido.

No dia seguinte fui visitar Paulo Picanha. A foto ficou tremida e não foi aprovada no padrão de qualidade Baleias. O cara é forte, está bem e tem planos audaciosos. Eu e Wu conversamos quando voltei e decidimos que estaremos junto com Paulo Picanha na primeira maratona que ele fizer depois de toda essa confusão. Será nossa homenagem ao cara que gostamos demais!

Na sexta, Júlio Cordeiro perdeu seu precioso tempo e ficou comigo parte do dia. No final da tarde foi para junto de sua família em férias e, em carinho e confiança de verdadeiro amigo, me deixou em sua casa para que eu ficasse mais próximo do famoso e cultuado Parque da Jaqueira.
Na madrugada, buscado por Ricardo Ramos, Juliana Job, Victor e sua simpática Lais, seguimos para a largada da prova. Naquele momento não sabia quantos quilometros iria fazer. Ricardo Galinho havia me dito que poderia fazer o quanto quisesse, que minha presença é que era importante, não os quilômetros. Gentileza sincera de quem iria correr os 54.

A organização desse pessoal é fora de série. Acima, o Presidente Lula dá as coordenadas sobre como será o evento.
Nessa foto um momento que não entendi muito na concentração. Parece que na corrida ocorrem eventos paralelos e num desses há um concurso de "montinhos". Cada corredor que se habilitar abaixa as calças e mostra o seu montinho. Não fiquei para ver o resultado porque fiquei com mêda do prêmio! 
A foto do grupo todo na largada. Mas vários corredores e corredoras iriam se integrar ao grupo em locais especificos da corrida. A festa é incrível, a organização mais ainda e a satisfação dos que correm e dos que apoiam é única. Corredores do mundo; façam uma corrida ou um treino com a Acorja. Eles são incríveis e a corrida deles é a melhor do mundo!
Esse é Paz, maratonista da Acorja e sua esposa Iranilda. Paz foi amigo firme e sincero em nossa visita em 2009. Eu o cumprimentei na largada mas depois fiquei sabendo que ele não se lembrou de mim. Gordo fica triste quando não é lembrado.
A corrida é iniciada numa festa de gritos e satisfação. Parto sem saber o quanto farei. Lembro-me de tudo o que vinha me acontecendo nos últimos dias.

O Manto Coral foi substituído pelos paramentos da Acorja em homenagem aos grandes amigos que alí me recebiam. O coração e a mente Baleias seguiam firmes em mim.

Lembrei de Elis Carvalho, orgulho Baleias, ultramaratonista, minha líder, que me disse para fazer os 54 porque estaria rodeado dos melhores amigos e isso era o caminho para o exagero de quilômetros.

Havia terminado de ler livro "Nascido para Correr" que ganhei de natal dos meus filhos e de Rose, mãe deles e minha amiga. Fiquei com a clara sensação de que se soubessem o que o livro faria comingo, não dariam. Fiquei doido. Me sentia Billy e Jean!

Segui correndo e pensando: vou até quando for possível. Se não era Forrest Gamp, Fernão Capelo Gaivota andava por lá; "longe é um lugar que não existe". Nunca experimentei tanta coisa boba passando por minha cabeça. Eu já sabia que uma pessoa feliz é sempre meio brega!
A liderança dessa cara é incrível. Embora extremamente carismático, ele é operacional também. As coisas com ele funcionam. Tenho muito o que aprender com Lula. Obrigado, meu amigo, por me receber tão bem.
Amanhecendo nas pistas da Acorja, ainda de óculos claros e sem saber para quantos kms estava ali.
Bagetti. Comradeiro, que tem tudo para nos ensinar e foi muito simpático comigo na prova.
Alemão, do blog Maratonista Alemão, que também foi muito acolhedor comigo.
Flávio Maia, maratonista internacional, que cuida da parte sem graça da vida do mesmo modo que eu e Wu, porém, claro, com mais capacidade. O conheci em Porto Alegre em 2009 e a identificação foi imediata. Flávio correu até os 30 kms mas apoiou os corredores com sua possante máquina e não largaria de nos apoiar se não fosse liberado lá pelos 30 e muitos.
Paulo Sobral, grande amigo e grande homem para dicas de resistência e saúde e Almir, o grande campeão da Acorja. De cabeça vermelha como Wu é grande amigo. O tempo cuidará de estreitar essa amizade que existe e é latente.
O dono da festa, sua esposa, conhecida no mundo das corridas como Juliana Job e Cez(s)inha, o ultraman da Acorja, 177 km na Ultra dos Fuzileiros Navais.
Paulo Gustavo, amigo de Recife que recebeu a Paramedalha Baleias na São Silvestre. Esteve conosco em Punta, Foz e Caracas. Um grande cara que se colocou à minha disposição em Recife durante todo o final de semana.
No amanhecer do dia ganhei a companhia de Marinês Melo, com quem havia corrido a Maratona de Caracas. Claro que em tão boa companhia poderia correr até os fins dos dias, mas mantive o caminhão Baleias de apoio porque a carroceria estava garantida com carboidratos e isotônicos.
 
Encontrei rapidamene com Jacqueline Barbosa, amiga Baleias, sonho do mundo que corre, comradeira de histórico e registro no blog Baleias para nossa honra, que deu um show para as lentes de Gilmar no blog Foto Corrida
Entramos na consagrada Serras das Russas. No meu intimo, pensei: só um ingênuo para pensar que vim de Belo Horizonte para parar aqui. Exagerado como Cazuza queria todos os kms e a subida seria da Serra da Boa Esperança. Pensei: "nada me tira daqui, vou desfilar por sobre os locais sagrados da Acorja". Não vim para Recife para ser fraco e comum, porque não sou fraco e comum. Sou forte, surpreendente e compulsivo!!!

Perto de 30 km Flávio Maio e Marinês Melo encerraram sua participação. Eu nunca tinha ouvido falar de mineiro que foi para uma festa de 54 e só aproveitou 30. Segui.
 Subindo a Serra das Russas, barba branca, cada vez mais velho, com entradas na testa, cabelos ralos que o sol castiga e cada vez mais feliz e intransigente em fazer, no agradável mundo que existe após o horário comercial, somente o que quer (batizados, aniversários, formaturas, tremei). Só vou se eu quiser. Alí, aos olhos do mundo normal eu era um homem louco, possuído.

No próximo ponto de apoio recebo a notícia que Marinês Melo, pódio em Caracas, voltaria a correr comigo, decidida que estava a virar ultra e que Flávio Maia encerraria o apoio com Gilmar Farias, um sonho de amigo, assumindo.

Os amigos de Recife cuidavam de mim. Fiquei muito feliz de saber que alguém correria comigo e outro cuidarida de mim. Todos foram muito gentis comigo, mas dei  trabalho pelo excessivo tempo que cumpri a prova. Ia transpondo municípios, como visto nas placas.
Gilmar Farias coreografava a prova. Desenhava conosco as fotos e as placas. Até cruzar a pista determinou. Esse carinho me fez muito feliz.
Adoro ônibus, desde pequeno! Esse viaduto a gente vê ao longe e chegar nele é especial. Nessa etapa o tênis abriu o bico e um pedaço da borracha do calcanhar se soltou. Mais um detalhe incapaz de alterar minha certeza. Aliás, Baleias Tarahumara não esquenta muito mais com amortecimento.
Calor forte, mas nada naquele dia seria relevante. Disse a todos que seguiria até o final ou até não aguentar!
O mestre Gilmar determinou a foto embaixo da placa. Nem sabia ele que sou de Lima Duarte, terra das cascavéis. É a festa Acorja Baleias.
Fiz uma pose para homenagear minha líder Elis Maratonista, que me tornou um ultra, que corre sempre com um gatorade na mão

Gilmar mantinha a coreografia. A abnegaçao do cara é violenta. Gilmar seguiu a mim e Marinês durante todo o tempo que demoramos para cumprir o trajeto. Dissemos a ele para ir embora, porém, isso seria nossa morte.

Eu continuava, sob a orientação do Gilmar, a registrar os caminhos da Acorja.
E atingi a marca dos 50 kms.
Havia me tornado, irrediavelmente, ultramaratonista. Muito antes do previsto e sem meu Wu, o que me obrigaria a utilizar dos recursos da reengenharia para equilibrar a relação. Mas Wu é brilhante e já estabelecemos novo desafio ultra para 27 de fevereiro em Rio Grande, de novo em companhia da Acorja. 
No km 53 e a alegria de correr, conversar e fazer tudo o que Gilmar solicitava. O que esse cara fez por mim no apoio marcou o coração Baleias.
A chegada nos 54. Marinês também havia se tornado ultramaratonista tendo corrido 50 kms. A gentileza da colega da Acorja que me acompanhou por quase todo o percurso foi fundamental para eu alcançar meu desiderato. Certo é que uma corrida em sua companhia nunca é um desafio, é um divertido passeio.

O Garmin não havia aguentado o tranco e encerrou sua participação na prova no km 44 com mais de seis horas de corrida. Nosso tempo final, que teve que ser estimado, ficou por volta de 8 horas. Dado, sinceramente, irrelevante para mim a não ser pelo tempo que tomamos do grande amigo Gilmar.
A medalha recebida das mãos do Presidente Lula depois de correr 54kms. Eu estava absolutamente eufórico, havia me tornado ultramaratonista em Recife, na companhia dos amigos da Acorja, como previra Elis Carvalho minha mentora na ultradistância. A partir daquele dia soube que eu posso tudo. Se treinar então...
Gilmar recebeu do Presidente Lula e do aniversariante, que em lance de gentileza impar vestia o Manto Coral, sua medalha pelo incrível apoio que deu aos corredores.

Ele fotografou e cuidou do apoio com água e gatorade e a partir da Serra das Russas cuidou de mim e Marinês. Definiu paradas, definiu locais para fotos, indicou rotas e distâncias e principalmente disse que estaria conosco até o final. E sempre com um sorriso amigo no rosto. Fiquei doido com esse cara e espero estar sempre à altura de sua amizade. 
O aniversariante, uma jóia de pessoa, nosso Baleias em Recife e a primeira dama Juliana Job. Combinei com esse casal para corrermos muito e muito juntos em 2011. Seguiremos juntos em busca de mais quilômetros porque essa é nossa satisfação comum.  
O casal anfitrião da Ultramaratona do Galinho também recebe sua medalha das mãos do Presidente Lula. Essa Acorja ensinando a todos como se faz uma festa bonita e para todos. Não achei foto da Marinês recebendo sua justa medalha por também ter virado ultramaratonista.
Terminada a corrida Gilmar Farias me levou de volta para Recife. Meu destino era Aldeia na casa de Júlio Cordeiro, mas não tinha cara para pedir mais alguma coisa a Gilmar que se sacrificara para permitir que eu me tornasse ultramaratonista. E também não tinha cara para ligar para o Júlio Cordeiro que estava em festa com a família para me buscar. A sensação de ser "mala" me apavora.

Voltei para o apartamento em que estava hospedado e passei minha vida de corredor na cabeça projetando  também a nova vida que se inciaria. Pensei em como fazer com Wu que está com fasciite plantar mas que tem que virar ultra imediatamente. Ser ultra sem Wu me incomodava.Tracei planos.

Acordei no domingo decidido a não incomodar os amigos que já haviam se desdobrado para que eu corresse a Ultramaratona do Galinho. Julio Cordeiro, que me acolhia em seu apto, comemorava o aniversário de sua mãe e tinha toda a família consigo na casa de campo. Entendi que não havia como solicitar que me buscasse. Errei e o cara ficou chateado comigo pela ausência. Eu, que não queria incomodar, acabei incomodando com o meu silêncio e minha reclusão no domingo. Gordo é fogo, tenta acertar de um lado e acaba fazendo merda de outro. Mas espero que Júlio perdoe-me por ter tentado acertar.

Aproveitei para colocar no ar o relato da São Silvestre que andava super atrasado e esperei a hora de voltar para Belo Horizonte. A sensação de fortaleza tomou conta do meu corpo e me acompanhou naquele dia pós estreia nas ultras distâncias. Foi sublime e essa sensação não saiu mais de mim. Está cada vez mais forte e me levará a lugares nunca dantes imaginados. 

Decidi naquele domigo que correria os 75 quilômetros de Bertioga-Maresias já em maio, acompanhando Elis, minha diretora de ultradistância.    

A partir do dia 15 de janeiro de 2011 virei ultramaratonista e mudei o foco das corridas levando a festa Baleias para dentro da prova. Virei Baleia Tarahumara e o prazer e a satisfação de muitos quilômetros com os amigos dará o tom a partir de agora. Wu topou todos os planos e seguiremos juntos em 2011 consumindo quilômetros e mais quilômetros.

Espero nunca mais ter que fazer uma prova sozinho. Desde a Pampulha 2010 em que corri com Elis não corro mais sozinho. Em Caracas corri com Marinês, em Lagoa Santa fui na companhia de Rogério, o primo que me levou para as corridas e com quem fiz, lado a lado, as minhas duas primeiras provas. Na São Silvestre corremos vários Baleias juntos e foi estupendo. E na minha estreia nas ultras novamente tive a companhia de Marinês Melo, da Acorja do Recife. 

A companhia para a próxima prova também já está garantida. Correrei em Rio Grande ao lado de Aline, a primeira maratonista Baleias, que aceitou o convite para virar ultra na minha companhia, de Wu e Meire.

Obrigado a todos os amigos da Acorja, obrigado Lula, obrigado Júlio Cordeiro, obrigado Gilmar Faria,  obrigado Ricardo Galinho, obrigado Marinês Melo, obrigado Juliana Job, obrigado Paulo Picanha, obrigado Paulo Gustavo, o carinho de todos vocês antecipou um ano de minha vida. Agora estou feliz mais cedo. E muito obrigado Lula e Júlio pelo convite para Rio Grande. Com vocês eu vou aonde me chamarem.

Miguel Delgado
Baleia Tarahumara