MAIS PÁGINAS BALEIAS!

Mostrando postagens com marcador Maratona de Brasília. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maratona de Brasília. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de maio de 2013

BALEIAS NA CAPITAL FEDERAL. A MARATONA DE BRASÍLIA 2013 E SEU REVEZAMENTO, por e-Zilda Nogueira!



 Olá.


Estávamos com tudo programado para ir sexta feira no voo das 06:30h direto para Brasília e qual foi nossa surpresa quando estávamos indo para aeroporto baixou um nevoeiro típico de inverno em Curitiba .... Sim, mas estamos no outono? 

Único dia de nevoeiro em maio...  E lá ficamos nós, aguardando até 12:30h o voo até Congonhas com embarque imediato para Brasília. Lá se foi nossa sexta feira. 

Chegamos no Hotel 16:00h. Uma fome de leão. Para nossa sorte a uma quadra do hotel, o shopping Brasília.
Nosso almojanta .... a fome era tanta que consegui comer tudo. Isto é incrível ....

Passeamos pelo shopping e depois fomos descansar pois a maratona entre aeroportos foi forte. Aguardávamos para o dia seguinte o encontro com os demais Baleias que viriam de Belo Horizonte e Juiz de Fora em MG, Goiânia em Goiás e Ubiratã, no Paraná, além de João Batista e Izabel de Brasília.

No sábado logo cedo seguimos de busão para Park shopping de Brasília pegar o Kit
Ainda seguindo, recebi ligação da Dani Ismael e Elaine avisando a chegada e em deslocamento para pegar o kit na companhia de Izabel e João Batista. Marcamos de nos encontrar por lá
Nosso Feliz Encontro. Baleias são assim “sempre sorrindo”. Uma parte do Grupo, com Ênio e Tutta, foi com o João Batista e Izabel rodar por outras bandas.
No shopping já com o kit.
Decidimos almoçar ali mesmo e voltar ao hotel para que eles deixassem as bagagens.
No hotel, também equipado com poltronas Baleias, eu e a Dani. Olha só, compramos bolsinha Baleias.
Desfilando com bolsinhas bem no estilo Baleias
O shopping Brasília nos aguardava com esta maravilhosa poltrona bem no estilo Divas Baleias ....
Meninos e meninas.
Tudo pronto para um Tour.
Bora !! Conhecer os pontos turísticos de Brasília.
Sucesso total o ônibus.
Tudo laranjinha para combinar
Qual dos monumentos olhar, Niemeyer ou Waldeci.
Catedral Metropolitana de Brasilia.
Congresso Nacional.
Nós duas no Centro do Poder.
Baleias no Supremo.
Quem é mais candango ?
A bela ponte de Brasília.
Como já disse o Miguel, o pace Baleias medido no rosto.
A casa de Dilma.
Baleias no Palácio Alvorada.
Fonte e Juventude.
Como sempre o jantar de massas não pode faltar.
Eu pensei que o mundo iria acabar em pizza, comi tudo que meu estômago permitiu 
Na ausência do Miguel ficamos por conta do Ismael que determinou o horário para irmos até a largada .... atrasadíssimos fomos a passos longos e alguns trotes.
Fotinha oficial Tutta !!! cadê você ?
Agora sim. Foto oficial Baleias na Maratona de Brasília, completa, coisa que o Miguel sempre sonha mas não consegue produzir.

Eu, Wald, Elaine, Izabel, Ismael e Dani no revezamento e Ênio-BH, Tinil, Tutta e João Batista na maratona. Paraná, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal.

Para João Batista, de Brasília, seria a estreia na Maratona. Meu dia chegará, espero que dê tudo certo em Berlim, em setembro.
Com Rogério, de Uberlândia, amigo do Miguel e do Wu desde as maratonas de 2009
Resultado de comer a pizza toda .... uma diarreia que me perseguiu a prova toda .... Waldeci falou que Pablo Neruda teve a Chascona e ele tem a Cagona.
Postura eu já tenho, agora só me falta correr bem ..... 
Pós corrida no apto Waldi&Ezilda. Estamos mais para setor enfermaria.
Elaine e Izabel correr em parceria e fazer o mesmo tempo .... isso sim é plano de corrida.
Por conta da organização deixaram Waldeci e Ismael no revezamento. A dupla só não se deu bem porque eu me dei mal por conta da pizza (comilança)
Minha queridíssima amiga de revezamento que tanto esperou por mim para seguir os próximos 21km debaixo daquele sol. 

Tenho muito a agradecer Elaine por me aguardar no final dos infinitos 21km a que me propus no revezamento. Cheguei acabada como se tivesse percorrido 42km.

Descansei em uma tenda do Bookafé com o seguinte lema.

Um lugar criado por DEUS para você. Um rapaz chamado Daniel foi muito pronto em nos atender, fez uma chamada para um ponto de taxi, pois precisávamos nos deslocar até o ponto de chegada da Maratona, já que a Van que ficaria nos aguardando só esperou até 2:30h da largada. Viche este tempo foi pouco prá mim .... fiz algumas paradinhas de nº 2 entre as embaixadas.
Um brinde com as equipes de Revezamento Baleias. Elaine&Izabel, Waldeci&Ismael e EZilda&Daniele.
Fomos recepcionados pelos queridos Baleias residentes em Brasília João Batista e Izabel. João brilhou em sua estreia na maratona com 4h e 53 min. Já pensa em outras.

Tivemos um churrasco maravilhoso em grande estilo regado a uma cervejinha bem gelada e com direito a sobremesas deliciosas. Passamos um domingo super descontraído e animado.

Sentimos muito a falta do nosso Ceo Baleias Miguel Delgado.

Não nos abandone maisssssssssssssss .... 

Sabemos que foi por uma boa razão.

É isso meus amigos e amigas. 

Abração a todos daqui das Bandas Baleias de Curitiba.

Ezilda Nogueira.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

MARATONA DE BRASÍLIA, MAIS UMA ETAPA BALEIAS RUMO À COMRADES 2012!!

 
Querido Mundo Baleias.

No final de semana do dia 06 de maio último, uma semana após a Maratona da Linha Verde em Belo Horizonte, Elis, Ricardo Hoffmann e Cláudio Dundes comemoravam o aniversário de Lana Gomes em Arraial do Cabo, na K21, fazendo uma festa incrível que foi narrada nos blogs como uma aventura imperdível.
  
No sábado, os Baleias remanescentes de BH no Projeto Comrades viajavam, na companhia da 1ª dama Baleias Zilda Xavier, para correr a Maratona de Brasília, onde tentaríamos fazer um treino de 55 kms aproveitando os 42.195, da maratona da Capital Federal.

De Recife saia Marinês Melo, também remanescente do Projeto Comrades e guerreira de primeira.

Tinil, de Goiânia, que sofreu com o joelho em Belo Horizonte para completar a dura e problemática maratona da Linha Verde e do Japão na companhia dos amigos decidiu poupar-se na tentativa, ainda, de salvar o Projeto Comrades.
 
Já em Brasília reunimo-nos todos e logo encontramos com Borges e sua simpática corredora. Borges também esteve em Belo Horizonte para prestigiar nossa cidade na maratona da semana anterior. Agradecemos ao amigo o carinho e como corredores de BH pedimos desculpas pelos erros lá anotados.
 
A nossa passagem por Brasília seria tão rápida que o check-in da volta foi feito logo na chegada.

A ideia de aproveitar a estrutura da prova de Brasília para um longo de 55 kms surgiu a partir do preço das passagens na casa dos 69 reais e a gentileza impar de minha irmã, Tatau Godinho, grande incentivadora e mecenas Baleias, que nos recebeu os 5 em sua casa durante esse período e ainda comprou mamão, banana e gatorade à vontade para nós.
Baleias casual passeando num shopping para buscar o kit numa loja de roupas esportivas. Camisa muito boa no kit.
 Analisando o Plano Piloto para verificar os passeios possíveis.
Entramos no ônibus turístico. Nada mais Baleias do que os ônibus de turismo com cadeiras na parte de cima. É bom demais e dá uma visão geral da cidade permitindo descer nos locais mais significativos.
 Zilda aproveita mais uma oportunidade que o Mundo Baleias lhe concedeu depois da cessão de Wu. Finalmente conhece Brasilia de JK e Niemeyer. 
 Baleias não abrem mão da janelinha nos passeios, mesmo que isso implique em falta de companhia.
 
 Apreciando a residência oficial da Presidenta do Brasil.
Na Torre de Brasília. Quem nos conhece sabe que subimos sempre nas torres das cidades que visitamos e as têm.
 No retorno para nossa residência temporária na Capital Federal um time Baleias praticando esporte diverso da corrida. 

Recolhemo-nos cedo pois sairíamos duas horas antes da largada para fazer 13 kms e com isso completar os 55. 
Nossa saída seria às 05 hs. Antes disso eu já estava preparado, calçado com minhas meias de mulher e fazendo onda também com óculos de mulher.

A recuperação de minha panturrilha tinha sido muito boa. Correr BH revelou-se uma decisão acertada. Os 55 de Brasília, não. Eu deveria ter feito somente a maratona, contarei a seguir.

A prova de Brasília, que eu e Wu havíamos feito em 2009, agora seria corrida em percurso de uma volta só, o que também nos animou para vir tentar o treino aqui. Acho a Maratona de Brasília uma prova muito boa, a cidade para passeio perfeita, mas não há meio dessa prova crescer, não sei porque. Só pode ser o medo da secura do ar.

O não crescimento da prova a torna solitária por quase todos os trechos. Com essa mudança do percurso aproveita-se o Eixão que fica fechado nas manhãs de domingo para diversas atividades de lazer. Do km 18 ao 30 a prova é nesse meio, não dando para perceber o que é corredor e o que é corrida na manhã de lazer no Eixão. 
 
 Wu já estava pronto muito tempo antes.
 Neto dava os últimos ajustes. 
Às 05 para as 05 da manhã saímos de casa. Wu novamente adotando o estilo "o moita" nas fotografias. A foto, de disparo automático, dá uma ideia da confusão que fizemos na casa de minha estimada irmã.

Esse foi o último registro da máquina oficial Baleias na maratona de Brasília. Depois da prova foi tudo tão atrasado que não foi mais possível. Para exemplo, o avião de Marinês era às 15 horas e o taxi que a trouxe em casa ficou esperando para levá-la no aeroporto. Todos se atrasaram por causa de mim.

Saímos em direção à largada da prova e fizemos 13 kms antes. Minha perna comportou-se muito bem nesse pedaço anterior. Encontramos Paulo Gustavo da Acorja que faria 13 kms antes e 20 depois da prova. Encontramos também Maria José da Equipe Tavares de São Paulo, nossa amiga ultra, que também estará na Comrades.

Terminamos nossos 13 kms faltando 10 minutos para a largada. Fui o último a usar o banheiro e com isso me atrasei sendo dada a largada quando eu saia do mesmo. Burramente, numa tentativa abrupta de um pique para atravessar uma grade, a panturrilha deu uma fincada e tive que começar a prova mancando. 

Wu e Ismael Neto já tinham sumido e Marinês, gentilmente, me esperou chegar à linha de largada.

Começamos lentamente e prosseguimos juntos por 23 kms quando Marinês seguiu para realizar sua prova em seu ritmo. Eu ia bem, lento, mas bem. A perna não doia, a panturrilha estava dura e acho que corria mancando, compensando o problema, como me explicou depois o fisioterapeuta.

No km 15 da maratona encontramos com Ismael Neto parado por causa do joelho. Avisou-nos que iria parar. A decisão já estava tomada e a carona arranjada então nada havia a ser feito.

Wu e Marinês fizeram a prova muito bem, Wu terminando em 4.47 hs e Marinês em 5.12 hs. Eu, no km 32 da maratona, que era o km 45 de nosso treino, senti uma dor nova na mesma perna combalida, abaixo da panturrilha lesionada.

A cada momento a perna doía mais. Andei a primeira vez para ver se alterava alguma coisa e para minha surpresa não melhorava nada. A dúvida passou a ser o tema comigo mesmo.

Paro ou não paro? Desisto para não machucar muito e ainda poder recuperar para a Comrades dalí a menos de 30 dias?

Outros dilemas me incomodavam, como por exemplo, porque eu não fiz somente a maratona já que tudo deu certo em Belo Horizonte? Porque topar fazer mais do que os 42 kms naquele final de semana se já estava com problemas na perna?

Mas a resposta era fácil: fiz porque tinha que treinar para a Comrades e sem os longões eu não teria qualquer chance.

E a resposta para mim mesmo sobre o sofrimento nos 10 kms finais da maratona de Brasília veio também.

Parar o c......!!! Vou terminar Brasília e depois ver o quer resta para a Comrades. O risco alí seria de duas provas entaladas na garganta, a própria Comrades que é um risco desde a inscrição e Brasília, se desistisse por prudência.

Não sou habilitado mentalmente a desistir de uma prova e realmente não me arrasa ultrapassar as 5 horas que a minha estimada Contra-Relógio resolveu estabelecer como o limite das pessoas úteis ao mundo da corrida. Dessa vez eu havia olhado o regulamento e eram 6 hs à minha disposição. Fiz as contas, eu tinha tempo. Segui sentindo dor, mas a dor maior era o medo (que se mantém) de não conseguir a Comrades. Fui encontrando aqui e ali uns e outros capengas como eu. 

No km 41 percebo Ismael Neto vindo em minha direção. Em Belo Horizonte havia sido buscado por Marinês Melo, em Brasília, Ismael Neto me buscava. Embora a sensação de "o Mulambo da Turma" tenha se apossado de mim, emocionei-me com o amigo que ao invés de ir embora mais cedo ocupou-se de vir saber de mim que tanto demorava. Tive muita dificuldade de segurar um certo soluço de emoção contida. Numa abordagem multidisciplinar penso que aquelas meias de mulher têm me causado alguma confusão.

Cheguei em 5.45 hs e nem pensei em comer o belo almoço de massas colocado à disposição dos corredores. Aliás, prefiro a foto entregue na chegada nos anos anteriores do que a novidade do almoço. Queria ir embora para colocar gelo em minha panturrilha que estava muito inchada. Eu andava com dificuldade e com muita dor, puxando a perna meio de lado.

Ganhei um biscoito japonês do gentil amigo Carlos Hideaki e procuramos um taxi porque o horário apertava. 

Cheguei na casa de minha irmã, peguei uma bolsa de gelo e coloquei direto na panturrilha porque seu tamanho me desesperava. 

Todos prontos, deixamos um bilhete de agradecimento para minha irmã, deixei para ela o livro Capitu, Memórias Póstumas, que recebi de Ricardo Hoffmann dentro do Projeto Baleias colocando a literatura para correr e seguimos de volta para BH. Marinês já havia seguido mais cedo com o mesmo taxi que a trouxera, conforme disse alhures.

Chegando em Belo Horizonte, na segunda, fui atrás do fisioterapeuta que me acompanha desde 2007, por ocasião de uma fasciite plantar. Ele me recomendou outra fisoterapeuta para atuar diretamente no músculo da panturrilha, pois eu havia desenvolvido duas lesões, a antiga, da época pré-maratona de Belo Horizonte e a nova, no tendão logo abaixo da panturrilha, que ocorreu pela compensação no pisar. 

Portanto, desde então estou em tratamento com dois fisioterapeutas e tomando medicação antiinflamatória e, para tentar não perder o condicionamento, fazendo bicicleta ergométrica todos os dias numa academia ao lado da casa do meu pai.

O gelo que coloquei em Brasilia me queimou a pele. Na segunda à noite, logo que voltei de BSB, eu já fui à nova fisioterapeuta, que disse não poder manipular a panturrilha por causa do queimado. 

Disse a ela que a prioridade era a lesão panturrilha e sua solução e que não esquentasse a cabeça com a queimadura. Assim, a manipulação para tirar os nódulos do músculo resultou em três feridas exatamente no local onde a panturilha está ferrada. 

E como a gente deve ter cuidado ao reclamar porque as coisas podem piorar, as feridas infeccionaram se recusando a fechar. 
E agora estou tomando também antibiótico (7 dias, o último comprimido será no avião para a África do Sul) e passando uma pomada duas vezes ao dia com a recomendação de não molhar o local, evitando colocar o gelo. Eu falei com a médica dermatologista que minha panturrilha tem me assombrado tanto que assumiu uma personalidade. Não parece uma cara meio fantasmagórica e caolha?

De tudo isso uma lição: não há dúvida de que uma situação difícil pode piorar!

Na quinta-feira embarcamos para a Comrades com um propósito: fugir da van o máximo que puder. Como já disse nesse blog, de uma combinação com Wu, só entro na van obrigado. Tendo chance de conseguir completar nas 12 horas, agarrado estou nela.

Abraço a todos e desculpem pela foto da cara da minha panturrilha, é feia, mas tem estado tanto comigo nesses últimos tempos que tô até me afeiçoando.

Miguel Delgado.