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sexta-feira, 16 de julho de 2010

MARATONA DE QUITO - TERCEIRA ETAPA DO DESAFIO SUL-AMERICANO CUMPRIDA A 2.800 m DE ALTITUDE!

(Foto cedida pelos organizadores da Maratona de Quito - Hipatia Puente e Pablo Baéz)
 Caros amigos,

Sei que muitos, nos recônditos mesquinhos da alma que nos habita, por mais que resistamos, perguntarão  porque é que Wu está na primeira foto do relato da Maratona de Quito.

Eu, Miguel Delgado, desprendido como ninguém, digo. Wu está em destaque no relato porque eu ganhei e isso é muito melhor do que aparecer na foto.

O início do final de semana da Maratona de Quito ocorreu em São Paulo no encontro com os amigos conforme anotado no registro anterior.

Chegamos em Quito.

Em menos de 24 horas experimentei duas plaquinhas com meu nome nos aeroportos. Fiquei muito feliz. A gente começa a sentir que as coisas vão dar certo. Adoro isso. Tô pensado em mandar fazer umas cem plaquinhas para colocar em todos os aeroportos.
Eu que nunca lembro de protetor solar assustei com o sol que fazia às 13 horas. Lembrei-me de Walasce Lemos a me dizer que em Lima o sol era mais próximo da minha pele pela posição no mapa. Em Quito, por lembrar do mapa, o pavor estava instalado.

Perguntei ao motorista da van que nos levaria ao hotel se ele usava protetor solar. Ele disse que não e então comecei a entender que o lance na cidade era mais normal e que não havia motivo para grandes medas.

Logo em seguida fui começando a me ambientar e vendo o poder de minha família na região.
Embora torça pelo sucesso do negócio familiar entendo que corredor gordo tem que se decidir, dieta com restrição de carbohidrato e maratonas são incompatíveis. Como fazer então? Larguei a dúvida para lá e segui meu caminho em busca de regularizar minha inscrição.

Fomos muito bem recebidos pela organização da prova e em instantes estava tudo resolvido. Todos da  organização são tão simpáticos que dá vontade de voltar só pelo pessoal.
Na foto Miguel Delgado com Hipatia Puente a presidente da fundação organizadora e Wuneni Arantes com Pablo Baéz, segundo na organização e extremamente gentil e atencioso conosco.

Tanto Hipatia quanto Pablo quando decidirem vir ao Brasil já sabem que podem contar com a Equipe Baleias em vários pontos do Brasil, já que temos corredores por todo o país tropical.
Nossa tradicional foto com os mascotes das maratonas que visitamos. Respondendo a frase que está com o cara da cartola, para nós são as maratonas.
Na Feira da Maratona conhecemos a Contra-Relógio do Equador, que está em sua terceira edição, é bimestral e se chama "CORRIENDO em la mitad del mundo". Sem anotações de mal humor nessa turma da revista equatoriana.
Aproveitei para fazer uma avaliação de minha pisada. Não pude adquirir a palmilha porque estava fora de meu presupuesto como se diz por lá. E a experiência não autoriza usar nada novo na corrida.
Mas meu pé ficou bonito na fita.
À noite, depois da chuva de "granito" ter nos impedido de visitar o centro histórico de Quito aproveitamos o simpático e gostoso jantar de massa. Um pouco antes do jantar demos uma entrevista para um periodista do Diário de Quito. Gentilmente um dos organizadores perguntou se nao importaríamos em dizer algumas palavras a um reporter do jornal de Quito. Pode? Perguntar se importamos?? É sempre o nosso sonho nas maratonas!!!
Tietamos um pouco a elite da prova. Reparem bem que Miguel Delgado está entre os vencedores dos 42 k. Esse cara é predestinado no que diz respeito ao contato com os famosos.

Visitamos a Plaza da largada, San Francisco, cuja igreja demorou 160 anos para ficar pronta. Se São Francisco, despojado que era, ficasse sabendo, não iria gostar.
Acordamos cedo, dividimos o horário de banheiro e registramos o tradicional antes do Wu.
Depois da foto ele teve uma recaída do tipo 2 e na pressa acabou esquecendo o carbohidrato. Minha vitória começava a se desenhar.

Na área de concentração, madrugada do domigo em clima bastante ameno aguardei o horário fazendo dois tipo 1 na técnica Baleias de ligação direta com a garrafa. Técnica já exportada para vários centros de corredores. Tomei também dois copos de gatorade que estavam à disposição dos corredores.

Faltando alguns minutos para a largada começa um magnífico show de fogos de artifício. Uma cena exuberante a Plaza San Francisco cheia de corredores iluminada pelos fogos. 

Se todas as largadas de maratonas não me fizessem marejar os olhos, como ocorre, poderia acrescentar mais essa emoção nessa maratona.Ver aquilo tudo, estar diante de um desafio fabuloso, posto que a altitude era desconhecida até então e pensar que você está alí, na metade do mundo, quando imaginava que jamais sairia do circuito BH, Juiz de Fora, Betim e Contagem é muito emocionante.

Wu sumiu. Foi encarar um tipo 2 e não apareceu mais. Tínhamos um trato mas suspeitei que ele fugiu para não cumprí-lo. Com a rebeldia a disputa estava aberta.

A prova foi maravilhosa para mim. Cumpri com todo o planejado. Estava parecendo o Ênio Júnior, de BH, que uma vez traçado o planejamento não arreda uma nesga.

Hidratei-me em todos os postos e durante muito tempo corri com uma água sobressalente até perceber que naquela maratona não havia essa necessidade. Os organizadores sabiam o que estavam fazendo.

Eis que no km 21 encontro Wu. Não sei se todos podem entender o tamanho da alegria de ver o cara aumentando na lente de meus olhos. Wu me diz que está com dificuldades na prova e toda a graça de ultrapassá-lo fica menor diante de minha solidariedade.

Ofereço um sal que carrego em todas as maratonas. Ele aceita. Ofereço meu gel de carbohidrato, ele recusa. Pergunto se comeu as bananas oferecidas e ele diz que não. Erro crasso. O horário da maratona impediu o café da manhã e o jantar havia sido às 19 hs. A alimentação era fundamental.

Embora solidário segui meu caminho. Não poderia perder a oportunidade de ganhar uma maratona dele. Principalmente porque foi ele a rejeitar o acordo proposto.

Mas mesmo na adversidade meu amigo sorria.
(Foto cedida pelos organizadores da Maratona de Quito - Hipatia Puente e Pablo Baéz) 
E eu continuava resoluto seguindo para pelo menos não deixar que ele avancesse em vitórias sobre mim. Esse ano está dois a dois em maratonas.
 (Foto cedida pelos organizadores da Maratona de Quito - Hipatia Puente e Pablo Baéz)
Preocupei-me tanto com a hidratação que fiz quatro tipo 1 na prova. A cada 10 km vertia água. Cheguei a ter medo da hiponatremia mas achei que coisa tão chique não é para um cara de Lima Duarte.

Cheguei em 4h51m53s. Mesmo sabendo das dificuldades do Wu olhei muito para trás para ver se ele não estava me enganando. O ser humano é surpreendente. Mas Wu chegou em 5h07m59s, depois de mim, se alguém errar na conta.

Enquanto eu apreciava o sucesso de minha estratégia, vencendo o  receio da altitude que era grave, Wu dizia que foi a maratona mais difícil que já havia feito.

Voltamos para o hotel e registramos a foto do depois. É incrível como Wu tomba para o lado depois das maratonas.
Recebemos a imponente medalha dourada. Nas provas que eu venço o Wu me afeiçoo mais às medalhas. Interessante...
Voltamos para o hotel que era próximo da chegada por indicação de Paola Fernandes, da organização da prova e uma simpatia de pessoa. Aliás, um hotel muito acima do que estamos acostumados. Mas sentimos que nascemos para ser tratados assim.
As camas, os colchões e os edredons eram tão magnificos que somados ao bagaço com o qual encerramos nossa participação e a chuva que caiu mais uma vez resultaram na decisão de dormir. Wu só acordou no outro dia.

E iniciamos nossos tradicionais passeios pelas cidades visitadas. Solicitamos o apoio de Ramiro, um simpático funcionário do hotel que também é o taxista do hotel nas horas vagas, e seu Kia Rio (o prenúncio da maratona do domingo seguinte) e seguimos para o vulcão Pululahua.
O meu primeiro vulcão, que jamais será esquecido. Por incrível que possa parecer, ele é habitado em sua cratera. Por estar extinto, sua terra é fértil. Chegamos a conclusão que se não morrer todo mundo a colheita será boa.
Os artistas com a cratera habitada ao fundo.

Seguimos para o local exato da linha do Equador. Se em algumas vezes na vida eu disse que ninguém poderia morrer sem conhecer Paris, agora acrescento que não é possível morrer sem ver a metade do mundo.

Existem dois pontos turísticos que se referem à metade do mundo. 

São duas as linhas do Equador, uma medida há 200 anos por uma comissão de cientistas franceses que em conjunto com os equatorianos traçou o marco e outra medida feita há uns 20 anos com GPS e, por isso,  agora, exata.

A diferença entre os dois locais é de 200 metros. Irrelevante, dado os componentes históricos. Os dois locais convivem sem conflito. E nós gostamos dos dois.

Embora gostando dos dois locais, legalistas que somos, o monumento de la Mitad del Mundo é o nosso  local oficial. Recebemos até um diploma de que estivemos na metade do mundo.
Quem visitar o local de meu ganha pão terá a oportunidade de ver o diploma abrilhantando a parede. Na foto acima é possível me observar pisando no hemisfério sul e no hemisfério norte. As letras sul e norte estão visíveis nessa foto de nosso guia Ramiro.

Onde está a medida feita por GPS é possível fazer comprovações das mais interessantes que uma pessoa pode ter em vida.

Por causa dos efeitos da gravidade no exato ponto onde é a metade do mundo é possível colocar um ovo cru em pé em cima de uma prego. Olhem a alegria do Wu pelo feito.
Mas eu também consegui.
Nunca imaginei ficar tão feliz em botar um ovo em pé.
E vejam o desequilíbrio do Wu sobre a linha do Equador. Se não existe pecado do lado debaixo do Equador, também não é fácil andar na linha, no Equador.
Wu também tem a experiência de colocar os pés ao mesmo tempo nos hemisférios sul e norte.

Lá aprendemos como os redemoinhos d´água, os que existem nas pias, rodam. Lá é feita a experiência  para demonstrar que em cima da linha não tem redemoinhos e que no sul e norte rodam em sentidos inversos.

E mais! Sou obrigado a dizer a todos os amigos e espero que isso não signifique a destruição de todos os paradigmas até então incrustrados na mente simples de ser humano normal, que o mundo tem que ser considerado deitado e não como o pensamos, com o mundo dominador acima de tudo.

Façam na casa de vocês. Deitem o globo e verifiquem que um hemisfério gira para a direita e o outro para a esquerda. Pode parecer simples, mas é sensacional. Assim como é Quito. Simples e extraordinário, onde o novo e o antigo convivem muito bem, ambos muito bem cuidados.

Estupefatos saimos da metade do mundo. Fomos superar a altitude de Quito e subir a 4.100 metros. Essa dupla adora um teleférico.
Pena que a hora não nos permitia, mas a partir de 4.100 metros tem-se um caminho com três horas de caminhada onde é possível visitar outro vulcão. Para mim que de vulcão só conhecia o de Karakatoa, onde os Baleias Tony Newman e Doug Philips passaram aperto em suas aventuras no Túnel do Tempo, ficou a sensação que devo voltar na primeira oportunidade.
Aproveitamos para tomar uma Pilsener a 4.100 metros de altitude.
Quito é protegida e abençoada por La Vírgen del Panecillo que se mantém forte no alto de uma colina. É muito interessante o respeito dos moradores por La Virguem.

Voltando do teleférico iniciamos nosso passeio pelo Centro Histórico de Quito, o mais conservado da América Espanhola, a primeira cidade a ser proclamada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Para quem está acostumado com Ouro Preto é tudo muito interessante. As construções são muito maiores. É tudo muito lindo.
Mantivemos nossa tradição de visitar os locais onde a cultura do lugar é celebrada. A medida tem por objetivo prestigiar a cultura, agradecer por preservarem os locais para que possamos visitar e manter o orgulho que Ivo Cantor tem de nós, seus pares.
A foto acima é da Calle Ronda que está descrita na pedra abaixo. Tudo se parece muito conosco, ou com nosostros, seria mais adequado. Uma rua absolutamente preservada em sua história.
Embalados pelo clima de La Calle da La Ronda outa não foi a alternativa senão conhecer o Canelaço, bebida típida de Quito. Tentei resistir mas Wu foi intransigente - foi muita cultura, preciso beber alguma coisa.
Tentamos conhecer mais um pouco de Quito, cidade que nos recebeu de forma generosa.
Por fim mais um vez caiu a chuva e a visita à Basilica foi cancelada porque o horário do voo não mais permitia concessões. Corremos sob as águas de Quito e encaramos o retorno. 

No aeroporto nos surpreendeu a  taxa de 42 dolares antes de embarcar, como em Lima. Por isso, como experiência Baleias indicamos: deixe sempre guardado na carteira uma nota de 100 dólares para eventualidades e taxas de aeroportos. O nosso costume de pagar as taxas junto com a passagem pode nos pregar peças.
A nossa tradicional foto de início de viagem ficou para o fim.

Não quero fazer um resumo, não quero outra coisa senão dizer a todos os amigos que vibram com as aventuras de Miguel e Wu que embora em nossa formação como individuos tenhamos sempre aprendido que os EUA e a Europa eram o que há de melhor, ousamos recusar tal assertiva. 

A América do Sul é maravilhosa e muito simpática. Na América do Sul tem coisa demais para conhecer. É muito, mas muito mesmo, mais barato que ir para outro continente. E a língua não é barreira.

Quito é tão bonita e a maratona é tão perfeita que nos ficou a sensação: temos que conhecer Guayaquil, que tem uma maratona em outubro. Para esse ano não dá, mas 2011 está aberto.

Para terminar tenho que agradecer a Hipatia Puente pela paciência com minhas perguntas por email, a Pablo Baéz, pela atenção e cuidado conosco na véspera e na prova, a Paola que nos indicou e reservou o hotel, ao pessoal da revista "Corriendo pela mitad del mundo" pela atenção e disposição de nos enviar o exemplar de cobertura da prova, ao Ramiro, funcionário do estrelado hotel que nos levou para os passeios e tomou chuva conosco e também ficou sem almoço.

Tenho que agradecer a todos os organizadores da prova (os com coletes da cor Baleias) que desde a véspera no kit foram sempre muito atenciosos e gentis conosco. A gentileza faz um Baleia chorar.

A experiência que tiro desse Desafio Sul-Americano é que a cada corrida as agradáveis surpresas se multiplicam e confirmam nosso acerto de tentar. No final do ano teremos conhecido, com a exceção da Bolívia e da Guyana, todos os países sul-americanos.

Como diz meu amigo e oráculo Wu, se no final do ano morrermos nosso prejuízo será menor porque conhecemos muitos lugares.

Obrigado Quito, obrigado Equador, estamos aí! Vamos voltar!!

Miguel Delgado com Wu Arantes.

12 comentários:

Claudio Dundes disse...

Caprichou no relato Miguel. Realmente deixou-nos com vontade de conhecer Quito, correndo.
Parabéns a dupla dinâmica, em especial ao Wu, que venceu o desafio com tantas adversideades.


Um grande abraço do amigo Claudio Dundes

Ricardo Hoffmann disse...

Mais uma viagem sensacional. Parabéns por tudo, o relato está primoroso, como de costume. Até o RJ.

Fábio Namiuti disse...

Entro com gosto no coro onde já estavam Dundes e Hoffmann. Que beleza de viagem, de maratona e de relato! É a dupla Guevara & Granado, digo, Miguel & Wu desbravando a sudamerica e nos trazendo todo o realismo fantástico dela. Parabéns! E obrigado...

Fábio Namiuti
http://www.fabionamiuti.hd1.com.br

G.M. disse...

Excelente, Miguel.
Parabéns !
Ass.: Guilherme.

Dani disse...

Hehehehe...Parabéns Miguel por sua vitória em cima do Wu e Parabéns ao Wu por ter conseguido terminar a prova, não deve ter sido fácil pra ele.
Bjos,
Dani

tutta disse...

Magnífico o texto.
Foi uma verdadeira aula de história.
Aprendi muita coisa e fiquei com vontade de um dia... quem sabe... correr por lá... hehe
Nossa, nem imaginava quão belo é o lugar que vocês foram.
Parabéns pela maratona e pelo passeio.
E obrigado por passar a seguir o meu humilde e simplezinho blog.
Estarei seguindo o seu também, ok?
Aliás, adorei o teu blog.
Abraço.


tutta
www.correndocorridas.blogspot.com

Dona D disse...

Meninos!!! Parabéns!!! Deve ter sido uma prova prova difícil, ainda mais para o Wu!

Um abração!

LIA disse...

Amei o relato. E estou adorando saber e aprender tantas coisas bonitas e até então impensáveis pra mim da América do Sul.
Realmente temos muita coisa pra conhecer no nosso continente.

Corredora Amadora disse...

Vcs pegaram o Kit da maratona do Rio mais ou menos às 15:00 da tarde? Pois meu marido me deixou na porta do centro de convenções e ele e minhas filhas ficaram no carro enquanto eu enfrentava aquela fila básica, quando retornei ao carro, ele e minha filha Sofia fizeram a maior festa: "vimos os Baleias, eles estavam com as camisas, vc. também viu?", me perguntaram. Morri de rir e constatei q vcs estão famosos pro lado de cá do Rio. Ah, ainda ficaram procurando outros Baleias no dia seguinte depois da prova, aí eu expliquei q vcs correm maratonas e só iam chegar depois. Parabéns e postem fotos da M. do RJ, abraço.

Cetaceo disse...

Olá Turma da Baleia, os convido para Viver Emoções e celebrar a Vida, cantando com as baleias ao VIVO. Venham a Imbituba- Santa Catarina vê-las de pertinho, será um prazer recebê-los. Abraços,
Julio Cesar Vicente.
Presidente da AGTA

João Batista disse...

Valeu, Miguel!
Agradeço a recepção. Foi muito legal conhecer alguns Baleias e poder integrar essa equipe! Estaremos em Punta Del Este, em setembro, representando o Brasil (rsrsrs) e os Baleias! Um grande abraço a todos.
João Batista

Anônimo disse...

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