Caro Universo Baleias.
Há aqueles que não podem imaginar o mundo sem pássaros;
Há aqueles que não podem imaginar o mundo sem água;
Ao que me refere, sou incapaz de imaginar um mundo sem corridas*.
Há aqueles que não podem imaginar o mundo sem água;
Ao que me refere, sou incapaz de imaginar um mundo sem corridas*.
(Jorge Luis Borges - * do original livros)
Correr uma meia maratona na Argentina era um desejo antigo dos amigos Baleias Chico e Luiz. Comprei a ideia de imediato, pois sempre tive uma vontade imensa de conhecer a capital portenha.
Não fizemos um comboio Baleias, como seria de costume; alguns aproveitaram as milhas para viajar e outros optaram por voos partindo de Puerto Iguazú, pois como moramos perto da Argentina, foi uma opção mais barata.
Os Baleias foram chegando ao longo da quinta-feira, com Chico e Dani chegando mais cedo, eu, Carol, meus pais e o belo casal Sandro e Angélica no meio da tarde.
Na primeira noite, Chico, Dani, eu, Carol, Sandro, Angelica e meus pais fomos em Porto Madero para jantar. Jantamos no restaurante La Cabaña e lá deixamos um rim para pagar a conta. Comida muito boa, com carnes de um corte argentino típico e vinhos de excelente qualidade.
Após o jantar voltamos ao hotel, onde esperamos pela chegada de Luiz, Andreia, Luizinho e Dudu por volta da uma da manhã. Descobri nesse momento que Marianne (a Baleia voadora) e seu marido Eduardo já estavam há uma semana curtindo as maravilhas de Buenos Aires; mas estavam em outro hotel.
Já na Sexta-Feira optamos pelo City Tour, em dia nublado num ônibus descoberto – êta Baleias atrapalhadas!
Chico e Dani
Carol e Matheus
Andreia e Dudu
Primeiro passamos pela Casa Rosada, belíssimo cartão postal.
O city tour ainda passou por bairros tradicionais do centro de Buenos Aires até chegar no famoso bairro de Boca, onde fica o tradicional estádio La Bombonera.
Perto de La Bombonera, um lugar pitoresco e autoexplicativo.
Depois fomos ao Caminito, também no centro, onde encontramos muitos souveniers e vários prédios históricos.
A partir daí acabou o passeio, pois começou a chover e pouco mais se podia ver. Inclusive para pegarmos o ônibus de volta, tivemos que ficar meia hora na chuva. Baleias com medo d’água!
No final da tarde, eu, Deia, Luiz e Dudu fomos a expo da Meia Maratona para retirarmos o kit. Muito legal, muitos produtos (muito caros) e um detalhe legal, havia a possibilidade de colocar o nome na camiseta da prova. Muito bacana.
O sábado foi dia de compras e outros passeios, como cemitério da Recoletta e sua feirinha em frente e acabamos por caminhar bastante, o que derrubou geral a galera no dia da corrida.
O dia da prova começou as 5:30 da manhã com um café bem animado no hotel, como facilmente se percebe.
Depois seguimos de taxi até o local da largada. Esse é um dos pontos fracos da prova, pois o local de largada é muito distante de tudo e o acesso pra largada/chegada é muito difícil no dia da corrida, tem que ser feito de taxi e saindo muito cedo. A pé, nem pensar!
Chegamos lá e antes mesmo de nos aquecermos, já fomos interpelados por um corredor brasileiro de Minas Gerais, que não mais nos largou pois Baleias chamam atenção por onde passam.
A corrida foi bem interessante, passa por lugares turísticos da cidade, como Casa Rosada e Obelisco, corremos por largas avenidas e é uma prova relativamente plana, para os padrões da América do Sul, é um tapete!
A temperatura agradável facilita recordes pessoais, mas eu pessoalmente não fui bem. Não sei se foram os Bifes de Chorizos, ou o vinho, ou bater perna todos os dias ou porque não treinei suficiente, não sei, mas acabei “quebrando” no Km 16 e finalizei a prova em um tempo acima do esperado.
Mas não importa, o importante foi a confraternização, o carinho mútuo, o Dudu gritando na chegada, os amigos se encontrando e se encontrando enquanto amigos: foi o mais importante.
Eu e meu pai.
Andreia próxima à chegada.
Depois da corrida, fomos à Feira de San Telmo, onde além de muita quinquilharia tive a oportunidade de fazer uma foto com a pequena-grande Mafalda, que se fosse de carne e osso, com certeza seria uma Baleia de alma!
À noite fomos fazer a despedida e comer pela última vez nessa viagem o bife de chorizo tipicamente argentino. Nessa despedida estavam Marianne, Eduardo o esposo, Dudu o mito, Luizinho, Luiz, Andreia Deia, Matheus, Carol a esposa, Dani e Chico o marido.
E foi nesse dia que surgiu o projeto de fazermos tudo, tudo novamente.
Projeto que está a caminho de se realizar, juntamente com todo o Universo Baleias.
Porque um Baleia é pouco, dois Baleias ainda é muito pouco, dez Baleias é bom, mas um Bando Baleias é muito melhor.
Que venha SANTIAGO 2013!
Abraço a todos.
Matheus Tonello, de Cascavel, no Paraná!














