Querido Universo Baleias!
Estreiamos nos 21 kms! Estamos felizes demais.
Vamos contar a vocês essa nossa experiência.
Ao invés de escrever um texto a quatro mãos, a pedido do Miguel, fizemos dois textos, duas visões, duas leituras do mesmo momento, a celebração exagerada Baleias.
Primeiro eu, Andreia, trago minhas linhas, minhas alegrias, minhas emoções. Depois Dani arremata num coração só.
Correr uma meia maratona é um sonho para aqueles que já correm há um tempinho os 10km.
Assisti a 5a. meia maratona das cataratas e achei emocionante principalmente porque o percurso não é moleza. Fiiz a inscrição para 6a. Meia das Cataratas mas não acreditava que correria Em minha cabeça achava tão difícil, a cada km que aumentava no longão pensava: meu Deus! vou correr só desta vez os 21km, é muito sacrifício!
A dores musculares após os treinos me faziam pensar assim. O Luiz, meu marido, sempre me apoiando e dizendo: é assim mesmo, logo o corpo acostuma. Eu pensando: caramba será?
Resolvemos nos empenhar em uma planilha básica de 3 semanas finais de treino que incluía corrida 3 vezes por semana, musculação e bike 2 vezes, sendo que a bike fazíamos 1 hora e 30 minutos. Foram muitos sábados que acordamos cedo e com frio para treinar, mas valeu o empenho e esforço.
Tudo ia bem desde janeiro, treinando fazendo longões aos sábados e corridinhas básicas da semana, algumas vezes sozinha e algumas vezes com minha amiga parceira de corrida, Rubiane. Eis que surge uma lesão no joelho e panturrilha faltando um mês para prova. Decidi fazer mais fortalecimento e treinamento na bike.
Sempre pensando; será que terei dores, e orando, senhor me ajude! Combinei com a amiga Rubiane que correríamos juntas, uma dizendo sempre para outra: amiga você vai me puxar.
E assim o dia chegou fomos para Foz no sábado junto com a Danieli, Francisco, Dudu e Rubiane. Demos um pulinho rápido no Paraguai, Santuário Baleias, e seguimos para pegar o kit. Para nossa alegria a camiseta era laranja, cor do manto coral. Tínhamos combinado com a galera de Cascavel de ficarmos no mesmo hotel, e assim foi.
No sábado à noite fomos ao jantar de massas, muito legal, ali, os corredores amadores se sentem elite ao verem os verdadeiros corredores de elite ali presentes. Tiramos fotos com alguns famosos.
Baleias de Cascavel com Solonei. Elite com Elite.
A manhã da meia estava fria, 2 graus, comecei a me desesperar, pois demorou nossa saída do hotel até o local onde pegaríamos o ônibus para dai irmos até a largada. Nesta altura a Danieli e Francisco já estavam lá se aquecendo.
Eu, Luiz, Matheus e Ricardo seguíamos para largada procurando nosso bando. Os meninos Ricardo e Matheus seguiam andando comigo, Luiz mais atrás de papo com alguém!
Eu pensando: será que vou achar a Rubiane, combinamos de corrermos juntas e não abandonar uma a outra. Procurando, encontrei a Rubiane, nos abraçamos, em alegria de nos encontrarmos.
Conseguimos tirar uma foto com alguns Baleias que estavam próximos! Danieli, Lucia, Eu, Rubiane, Ricardo, Marianne e Matheus e o Francisco que é o autor da foto. O Luiz como sempre devia estar de papo com alguém.
Eis que é dada a largada não achei o Luiz para dar boa sorte, todos sumiram. E fomos eu e Rubiane.
Somos duas malucas falamos uma com a outra o tempo todo. Invocamos a ajuda de Deus várias vezes sabíamos que não ia ser fácil. Os 10 kms finais são difíceis, muitas subidas. Quando se chega nas Cataratas e temos que voltar, não dá vontade. Eu falando com a Rubiane: amiga estamos bem! estamos bem! e a Rubi me dizendo: amiga somos fortes, somos fortes. A Rubiane como sempre orando a corrida toda. Acho muito legal. A quem vamos pedir ajuda senão a Deus nesta hora.
Fomos bem até o 15km ai o bicho pegou. Muitas subidas e fomos devagarzinho.
Por uns 3kms um gordinho nos seguia dizendo meninas me esperem quero ver o que está escrito na bandeira do Brasil estampada na camiseta de vocês! Bandeira esta que fica bem na parte de trás da camiseta, bem no bumbum, na verdade o cara era só um engraçadinho. O ignoramos e ele ficou para trás.
Aproximando do km 18 meu joelho começou a gritar forte, as dores nas pernas eram muitas. Falei para Rubiane: amiga vou ter que administrar. Fomos.
Chegou o km 20, olhamos que subida, nossa! Tive que diminuir bem, a Rubiane seguiu mais a frente uns 400 metros. Faltando 500 metros para chegar pensei este foi 0 km final mais difícil, desta corrida. Avistando a chegada vi o Dudu meu filho gritando vai mãe! vai mãe! comecei a chorar de emoção. O meu bebê me esperava.
Ao cruzar a linha de chegada minha amiga Rubiane me esperava de braços abertos, muito bom.
Concluímos juntas esta batalha. Quem já fez esta meia maratona quando o percurso era outro em que a chegada era nas cataratas, não gostou deste novo percurso. Eu particularmente também acho que o percurso antigo era mais emocionante com a chegada nas cataratas. Mesmo assim, com o novo percurso, é maravilhoso correr em meio a natureza.
O João Batista, Baleias de Brasília, estava lá na chegada esperando a esposa e festejou muito minha chegada.
João Batista e Izabel, de Brasilia, e a vitória por mais essa prova.
Lúcia, Izabel, João e Marianne. Cascavel e Brasília, Baleias e Foz do Iguaçu, mais uma história.
Após a corrida nos reunimos para almoçar e por acaso divino encontramos o pessoal de Brasília no restaurante, se tivéssemos combinado não teria dado tão certo!
Em resumo: A organização da prova estava ótima!
PARA OS BALEIAS DE CASCAVEL FOI UM DESAFIO FASCINANTE INICIAR NOSSOS 21KMS NESTA PROVA!
Valeu Dani, Valeu Rubianne, Valeu Marianne, Valeu Izabel, Valeu Lúcia, Luiz, Dudu, Francisco, Carol, Matheus, João Batista, Ricardo, Larissa, Eder, Eduardo e Thiago.
Para o Mundo Baleias, a emoção de
Andreia Alves Oenning Andrade - Cascavel-PR
E Danieli Sanderson:
Emoção à flor da pele.
Em que pese ter treinado incansavelmente, o sentimento que me abatia era o de quem iria fazer uma prova, sabe aquela prova da faculdade? Aquela que você não estudou nada e está apavorada? Era exatamente esta a sensação que eu tinha.
Pânico é o que melhor descreve esse sentimento pré-corrida (coisas de mulher, sabe aqueles pré, pós, TPM...), principalmente por ser minha Primeira Meia Maratona, e afinal de contas, a primeira a gente nunca esquece não é mesmo?!?!
Mas, ao chegar no Parque Nacional do Iguaçu, esse cenário foi mudando completamente...ver todos aqueles loucos, desculpe... atletas, amantes da corrida, todo o pavor foi se transformando em magia, em alegria, em coragem, não sei dizer exatamente, é um sentimento inexplicável.
Momento único. O desafio estava lançado: 21,097 KM e só me restava conquistá-lo.
Ao longo do percurso, uma paisagem deslumbrante, maravilhosa, diante de tanta beleza temos a certeza que DEUS existe.
No meio da prova vejo na minha frente uma camiseta familiar, conhecida, linda e laranja: era uma BALEIA, não da equipe de Cascavel, mas uma Baleia solitária, logo me aproximei e encontrei uma grande parceira, poderia dizer até que era minha “mais nova melhor amiga de infância”... Izabel, de Brasília, cruzamos a linha de chegada juntas e de mãos dadas, abrilhantando aquele momento de pura emoção.
Foi tudo fascinante demais, mágico demais e olha... era distância demais também...
Mas uma BALEIA que é BALEIA não foge a luta.
Beijos e obrigada por ser parte dessa EQUIPE.
Danieli Sanderson, Meia Maratonista FPC!